Série Descobertas (2º e 3º ano)

Série Descobertas

Nesta série, há duas narrativas: Lúcio e Alice. Em ambas, por meio de uma pequena provocação (uma história que tem início e final muito semelhantes), o leitor é levado a perceber uma estrutura narrativa com a lógica de “encaixe”, em que uma história se desenvolve dentro de outra. Ao ler as narrativas, o leitor percebe que os personagens, ao abrirem e lerem um livro na biblioteca, têm acesso a descobertas. Os livros de imagens mostram, então, a história que o personagem vivencia por meio da leitura.

As histórias criadas para essa série se apoiam em ícones e símbolos de múltiplas linguagens. O entrelaçamento das narrativas com referências culturais, como algumas histórias e elementos das artes visuais, concede-lhes um aspecto “familiar” para o leitor que os tiver em seu repertório. Portanto, para que o leitor se localize nas histórias e construa de fato os seus significados, é necessário se apropriar ou relembrar essas referências.

O uso desses elementos “reconhecíveis”, como os clássicos Alice no País das Maravilhas e Alice através do espelho, de Lewis Carroll, deve-se também ao poder que essas histórias e imagens carregam, uma vez que desafiam o tempo e permanecem vivas. A apropriação delas funciona como vetor de conhecimento e como mediadora de valores.

Descobertas 1

Elementos visuais
As narrativas dessa série apresentam um estilo denso de arte. Essa característica acompanha os próprios temas das histórias, que são complexos e têm um clima de mistério.

Os recursos de diagramação são variados. Um deles é a compartimentação de alguns conjuntos de imagens emolduradas formando sequências próximas às das histórias em quadrinhos. Outro são as páginas duplas, usadas como um elemento importante de movimentação, revelação e também como um recurso temporal.

Descobertas 02

Na história Lúcio, mais especificamente, são usados recursos de páginas e abas que se abrem, proporcionando ao leitor a surpresa. Isso acontece, por exemplo, quando uma página fechada promove uma leitura da imagem e, depois de aberta a sua aba, mostra o desdobramento da cena.

Em ambas as narrativas, quando os personagens aparecem em um cenário emoldurado por linhas retas, é sinal de que aquele mundo onde estão é “concreto”, “real”. Quando os personagens “entram” no mundo do livro, depois de abri-lo na biblioteca, as páginas apresentam ilustrações sangradas (que ocupam a página inteira), sinalizando que os personagens  estão em um novo mundo, ilógico e de sonho.

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